Ir para o conteúdo
acessibilidade


access
Página de Acessibilidade
AGO
29
Exposição:  “Histórias Cruzadas: Cartas, Memórias e Inspirações” Galeria Municipal de Artes de Marília – Av. Sampaio Vidal, 245, Centro
Início:Sábado, 29/08/2026 Encerramento:Sábado, 19/09/2026
De 29.08 a 19.09 – Exposição:  “Histórias Cruzadas: Cartas, Memórias e Inspirações”
Galeria Municipal de Artes de Marília – Av. Sampaio Vidal, 245, Centro
Visitação: terça a sexta, das 9h às 17h; segunda e sábado, das 13h às 17h
Vernissage: 29 de agosto, das 16h às 19h
Entrada gratuita | Classificação livre

"Histórias Cruzadas: cartas, memórias e inspirações”  busca trazer à luz como se deu a configuração da paisagem arquitetônica de Marilia, através da historia do surgimento de alguns ícones na cidade como a Basílica de São Bento, a Santa Casa de Misericórdia, o Educandário Bento de Abreu Sampaio Vidal, a Igreja  Maria Isabel e o Hotel São Bento.

Através de cartas enviadas de São Paulo, onde residia Bento de Abreu, pioneiro e benfeitor da cidade, ao Engenheiro João Baptista Mellier, descrevendo os detalhes de como deveriam ser essas construções, surge a narrativa da trajetória percorrida por ele, desde os primórdios da cidade quando  escolheu o nome de Marilia, sob inspiração poética da obra de Thomaz Antonio Gonzaga, "Marilia de Dirceu"  .

Coube a ele, Bento de Abreu,  a tarefa de tomar as providências para a criação e a organização política do muncípio. Ao escolher o nome da cidade, que deveria começar com a letra M, por determinação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, pois o traçado da linha férrea deveria seguir a ordem alfabética denominando as cidades onde haveriam as estações de trem, e as sugestões de nomes eram Mongucia, Marathona e Macau . Contudo, Bento de Abreu não gostou dos nomes e, na época, encontrava-se em viagem pela Europa, no navio Giulio Cesare, no Estreito de Gilbraltar onde, indo à Biblioteca, encontrou o livro Marilia de Dirceu, de Thomaz Antonio Gonzaga e teve então a feliz inspiração de colocar esse nome na nossa cidade, passando ao seu administrador, Sr Alfeu César Pedrosa, as orientações para que desse andamento a criação do Município. Em 24 de dezembro de 1929 fica, portanto criado o município de Marilia pela Lei Estadual 2.320. 

A narrativa da Exposição está baseada em três pilares, Histórico, Cultural e Educativo. Consultando os acervos da Comissão Organizadora dos Registros Históricos da Câmara Municipal e da Cidade de Marilia, e o Museu Municipal Histórico Pedagógico “Helio Scarabotolo”, resgatei imagens históricas do início destas construções e seu contexto histórico. 

A Pedra Fundamental da Igreja São Bento,  matérias de jornais,  imagens dos primórdios da cidade contextualizando a época dos fatos e as Plantas e Projetos arquitetônicos destes locais. Com suas respectivas descrições históricas.   

Através das cartas de Bento de Abreu ao Engenheiro João Baptista Mellier , vamos conhecer um pouco  da busca  de Bento de Abreu em resgatar essa ligação onde, a poesia, a arte e a arquitetura enlaçam as cidades de Marilia e Ouro Preto, antiga Vila Rica, em Minas Gerais, pois a partir da escolha do nome para o município; recém criado, a ideia dele foi trazer a atmosfera mineira, através das construções que a partir daquele momento foram sendo erguidas. Sendo Minas, sobretudo Ouro Preto, berço da arquitetura Barroca, determinou que as construções erguidas aqui por ele, para dotar a cidade de infra estrutura, também seriam predominantemente Barrocas como ;  Igreja São Bento, a Santa Casa de Misericórdia, o Educandário Bento de Abreu, a Igreja Maria Isabel e o Hotel  São Bento, infelizmente demolido.

Sendo um cosmopolita, um homem a frente de seu tempo, Bento de Abreu já tinha vasta experiência em urbanismo por passagens significativas por Araraquara onde transformou a paisagem urbana da cidade, através de um planejamento urbanístico de modernização com importantes construções como o Teatro Municipal, Praças e Igreja, modernizando a paisagem urbana da cidade. Seus Projetos  feitos por arquitetos  da vanguarda paulistana de renome, inclusive o importante arquiteto Ramos de Azevedo e citado nas cartas. 

A Exposição traz também fotos dos locais históricos de Ouro Preto nos dias de hoje, compondo essa relação Marilia-Ouro Preto, antiga Vila Rica, cidade onde se deu o romance entre Thomaz Antônio Gonzaga, o Dirceu, e Maria Doroteia Seixas, a Marilia. Nesse contexto histórico, da obra "Marilia de Dirceu" quando os Inconfidentes  estavam lutando pela liberdade do país, então colônia de Portugal, acontece o romance entre o poeta inconfidente e a jovem Maria Dorotéia, que teve grande protagonismo na Inconfidência, porém sua participação foi reconhecida somente tardiamente. Essa participação política de Maria Doroteia será contada no vídeo "Marília das Minas Gerais" de Leonardo Moreno, que será exibido durante a Exposição.  Por esse motivo também trazemos a história da construção do nosso brasão que traz a frase "Marília: símbolo de amor e Liberdade".

A partir desta retrospectiva  buscamos  trazer aos visitantes um olhar para o nosso patrimônio Histórico e Cultural através dos acervos pesquisados nas nossas importantes Instituições de guarda da memória como: Museu Histórico Pedagógico, Biblioteca Municipal, Comissão Organizadora dos Registros Históricos da Câmara Municipal e da Cidade de Marília, enquanto memória e identidade local. Comemorando os 96 anos de Marilia, cidade que foi menina, depois moça, mulher e agora quase uma senhora centenária, apresentamos uma seleção de fotos de Marilia hoje, dos locais que nos ligam a Ouro Preto e que são nosso patrimônio histórico artístico e arquitetônico que podem ser considerados nossa identidade cultural material.
 
×
Política de Cookies e Privacidade
Personalize as suas preferências de cookies
Cookies necessários
Essenciais para uma navegação eficiente em nosso site.
Cookies de estatísticas
Recomendados para coletar informações de navegações do usuário.
SALVAR